sábado, 26 de outubro de 2019

3- AS PRINCIPAIS MUDANÇAS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA COM A BNCC




1. As práticas de linguagem se mantêm, mas é inserida a semiótica

No novo documento, as habilidades estão agrupadas em quatro diferentes práticas de linguagem: Leitura, Produção de Textos, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica. uso.



2. Os campos de atuação ganham destaque

A principal contribuição dos campos de atuação ao documento é demandar protagonismo dos alunos, mesmo os de anos iniciais, deixando bem clara a necessidade de contextualizar as práticas de linguagem. Para isso, a base leva em conta os campos:

  • ·      da vida cotidiana;
  • ·         da vida pública;
  • ·         das práticas de estudo e pesquisa;
  • ·      artístico/literário.




3. As diferentes práticas aparecem mais conectadas
As habilidades de escrita constantemente aparecem integradas com práticas linguísticas como as de leitura e as de análise linguística/semiótica.



4. A gramática volta à cena

Na BNCC proposta é que a gramática seja compreendida em seu funcionamento e que não seja tratada como um conteúdo em si, de maneira descontextualizada das práticas sociais. A memorização de regras deve ser substituída pela compreensão das formas de uso, de acordo com a situação.



5. Diversidade cultural

A Base chama a atenção para o cuidado que é preciso ter ao selecionar conteúdos que expressem a diversidade cultural do nosso país no momento de planejar cada aula.



6. Interpretação e sentidos

A Base também amplia, no campo da Análise Linguística e da Semiótica, a interpretação de textos a partir das imagens, links e demais recursos que os compõem.



7. Leitura crítica

A Base sugere trabalhar para capacitar o aluno a fazer uma leitura crítica e, inclusive, a fazer inferências sobre a veracidade – ou não – dos fatos.


8. Uma nova maneira de ler e escrever
. A Base  considera o potencial multissemiótico ou multimodal dos textos,  estimulando seu estudo e produção, em classe.


9. Práticas de oralidade: objetivos definidos.
A BNCC explicita  a cada ano o que deve ser trabalhado, de acordo com as práticas dos diferentes campos de atuação ou esferas sociais em que os alunos estão inseridos.





10. Liberdade na definição dos procedimentos didáticos

Na Base  há um entendimento de que as redes e escolas precisam ter autonomia para utilizar as metodologias que considerarem mais apropriadas ao seu público, considerando a realidade local e regional, entre outros parâmetros importantes.  

Fontes: Cristiane Mori, professora do Instituto Singularidades, Egon de Oliveira Rangel, professor do Departamento de Linguística da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Luciana Falciano Oruz, analista pedagógica do Serviço Social da Indústria (SESI-SP), Maria José Nóbrega, professora do curso de Especialização em Formação de Escritores do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e Marianka Santa Barbara, formadora de professores na Comunidade Educativa CEDAC.

4- Pontos a considerar no ensino da Língua Portuguesa de acordo com a BNCC


A BNCC, sem dúvidas, impactou profundamente a prática pedagógica, trazendo como tarefa  não fácil compreender os principais pontos de mudanças. Outro desafio é traduzir as competências gerais e específicas para o ensino da língua portuguesa nas práticas pedagógicas organizada no planejamento das aulas.
A língua oral e escrita, na BNCC, é caracterizada como um instrumento de interação social, de caráter histórico, dinâmico e contextualizado. Entretanto, para que o professor trabalhe essas dimensões é indispensável atentar-se para alguns  importantes:
Prática situada
 A sugestão na leitura e no estudo dos textos é que sejam considerados os papéis enunciativos de quem produz, os gêneros predominantes e até mesmo os suportes, entre outras informações relevantes.
Progressão dos conteúdos
Uma sugestão é organizar as aulas a partir da escolha dos gêneros que serão tratados em cada ciclo, em interlocução com os campos de atuação. Os gêneros seriam, portanto, um primeiro elemento norteador, partindo dos mais simples para os mais complexos, conforme a capacidade de entendimento e análise do aluno.
Escolha dos textos
Decidir trabalhar o gênero “notícia”, por exemplo, é preciso saber de onde será extraído o texto a ser analisado em sala.

Os diferentes usos da oralidade
A BNCC indica que o estudo da oralidade deve ser feito em situações de uso, observando o contexto de produção e recepção em que ocorrem.
Como trabalhar gêneros
Na prática em sala de aula, cabe ao professor garantir a apropriação pelos alunos das práticas comunicativas presentes na sociedade, a partir de um trabalho progressivo e aprofundado com os gêneros textuais orais e escritos.  O mais importante é fazer com que os alunos sejam capazes de compreender a intencionalidade, o contexto discursivo, os efeitos de sentido presentes nos mais variados textos, apresentando-os uma nova compreensão da língua, do seu funcionamento e uso.

Multimodalidade na prática
 Sempre que possível, é importante que o aluno leia o texto onde ele foi veiculado, para que possam ser replicados, em sala de aula, os modos de ler próprios desses meios.



Respeitar e apreciar as diferenças
Na Base, a orientação para o trabalho com textos que expressem a diversidade aparece de forma  estruturada. Para materializar a teoria em ações práticas, em sala, uma orientação é selecionar textos, nos diversos anos do Ensino Fundamental, que deem conta de abarcar essa diversidade, escolhendo entre autores clássicos e contemporâneos, regionais, nacionais e estrangeiros, incluindo os de origem africana, indígena etc.
 Escuta ativa
Favorecer a escuta ativa é algo que aparece como um direcionamento claro na BNCC. A proposta é oralizar o texto escrito, com a leitura em voz de alta de um texto, por um leitor mais experiente.

O que não pode ficar de fora.
As práticas de leitura, produção de textos orais e escritos, oralidade e análise linguística/ semiótica devem ser consideradas para que os conteúdos propostos e as habilidades sejam contemplados.


Fontes: Cristiane Mori, professora do Instituto Singularidades, Egon de Oliveira Rangel, professor do Departamento de Linguística da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Luciana Falciano Oruz, analista pedagógica do Serviço Social da Indústria (SESI-SP), Maria José Nóbrega, professora do curso de Especialização em Formação de Escritores do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e Marianka Santa Barbara, formadora de professores na Comunidade Educativa CEDAC.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

1 - Concepções de Linguagem e o ensino/aprendizagem de língua portuguesa






O processo de ensino/aprendizagem de língua portuguesa tem sido uma questão bastante discutida pelos educadores nas últimas décadas. As preocupações em torno do fracasso escolar no ensino do Português são evidenciadas pelas constantes pesquisas e projetos de ensino, que abrangem o processo geral – Linguagem Verbal -, os quais vêm sendo desenvolvidos por lingüistas brasileiros, de modo a conhecer e interpretar a realidade das atividades em torno da linguagem em sala de aula, com o objetivo de implantar reflexões, propor soluções e contribuir, com subsídios teóricos e práticos, no desenvolvimento da prática pedagógica do ensino do Português. Destacam-se, entre esses estudos, vastos e complexos temas - oriundos dos problemas detectados nesta área-, como, por exemplo: evasão escolar, causas das reprovações na disciplina, dificuldades de aprendizagem dos alunos no uso da língua escrita, produção de textos orais e escritos, leitura, interpretação, gramática, análise de livro didático, língua padrão, variedades lingüísticas, relação professor-aluno, programas de ensino, metodologias de ensino, formação do professor, modelo tradicional de ensino, concepções de língua/linguagem, entre tantos outros.



        

Fontes:BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica; Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão; Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília: MEC; SEB; DICEI, 2013. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=13448- diretrizes-curiculares-nacionais-2013-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 16 out. 2017;
http://www.interletras.com.br/ed_anteriores/n1/inter_estudos/concepcoes.html




terça-feira, 22 de outubro de 2019

2- O ensino da língua portuguesa alinhada a BNCC


       Devemos entender que linguagem é comunicação. Linguagem  é interação humana e a interação, a comunicação, ela pode ocorrer em diversas instâncias de forma oral, verbal, escrita a linguagem do corpo, a linguagem de sinais, a linguagem artística... Há inúmeras formas do ser humano comunicar-se com o outro. Portanto nós precisamos entender isso para deixar claro o que a língua portuguesa, a nossa língua materna como que ela vai funcionar nessa instância. Vale ressaltar que a base nacional comum curricular dialoga com documentos já existentes no nosso cenário educacional, como os parâmetros curriculares nacionais. Nesse sentido, devemos entender o seguinte: o ensino da língua portuguesa, ele entende como centro o texto. Sendo assim, através do texto e com o auxílio das novas metodologias tecnológicas, iremos trabalhar todas as práticas, todos os eixos dentro da esfera linguística. A BNCC trouxe mudanças significativas para o ensino-aprendizagem da língua portuguesa, pois as mudanças e adequações são de suma importância para uma educação de qualidade no país.

     

       A língua portuguesa, ela possui hoje os campos de atuação e esses campos de atuação possuem práticas de linguagem. Os campos de atuação são justamente a maior novidade, essa nomenclatura não existia em documentos anteriores, mas ela de certa forma dialoga com uma intenção no ensino da língua portuguesa que já data de alguns anos. Vamos entender melhor como que isso acontece: há cinco campos de atuação, esses campos hoje eles estão divididos nas nove séries da educação do ensino fundamental. Não tratamos mais como ensino fundamental 1, ensino fundamental 2, mas tratamos como séries iniciais e séries finais do ensino fundamental. Embora pra cada etapa inicial e final tenhamos aí quatro campos de atuação, três deles conversam entre si e um é específico para as séries iniciais que seria o campo de atuação na vida cotidiana. Os cinco campos de atuação da língua portuguesa eles vão nortear o ensino da língua materna em todas as séries, ou seja, todas as práticas de linguagem oralidade, leitura e escuta escrita e semiótica vai ocorrer em todos esses campos de atuação. Portanto podemos considerar os campos de atuação como um  macro é através dele que eu vou guiar todo o ensino, todas as atividades, a metodologia ,o acompanhamento desses alunos.

Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=gNSsDtDahp0&t=291s