A BNCC, sem dúvidas,
impactou profundamente a prática pedagógica, trazendo como tarefa não fácil compreender os principais pontos de
mudanças. Outro desafio é traduzir as competências gerais e específicas para o
ensino da língua portuguesa nas práticas pedagógicas organizada no planejamento
das aulas.
A língua oral e
escrita, na BNCC, é caracterizada como um instrumento de interação social, de
caráter histórico, dinâmico e contextualizado. Entretanto, para que o professor
trabalhe essas dimensões é indispensável atentar-se para alguns importantes:
Prática situada
A sugestão na leitura e no estudo dos textos é que sejam considerados os papéis enunciativos de quem produz, os gêneros predominantes e até mesmo os suportes, entre outras informações relevantes.
A sugestão na leitura e no estudo dos textos é que sejam considerados os papéis enunciativos de quem produz, os gêneros predominantes e até mesmo os suportes, entre outras informações relevantes.
Progressão
dos conteúdos
Uma sugestão é organizar as aulas a partir da escolha dos gêneros que serão tratados em cada ciclo, em interlocução com os campos de atuação. Os gêneros seriam, portanto, um primeiro elemento norteador, partindo dos mais simples para os mais complexos, conforme a capacidade de entendimento e análise do aluno.
Uma sugestão é organizar as aulas a partir da escolha dos gêneros que serão tratados em cada ciclo, em interlocução com os campos de atuação. Os gêneros seriam, portanto, um primeiro elemento norteador, partindo dos mais simples para os mais complexos, conforme a capacidade de entendimento e análise do aluno.
Escolha
dos textos
Decidir trabalhar o gênero “notícia”, por exemplo, é preciso saber de onde será extraído o texto a ser analisado em sala.
Decidir trabalhar o gênero “notícia”, por exemplo, é preciso saber de onde será extraído o texto a ser analisado em sala.
Os diferentes usos da oralidade
A BNCC indica que o estudo da oralidade deve ser feito em situações
de uso, observando o contexto de produção e recepção em que ocorrem.
Como trabalhar gêneros
Na prática em sala de aula, cabe ao professor garantir a apropriação pelos alunos das práticas comunicativas presentes na sociedade, a partir de um trabalho progressivo e aprofundado com os gêneros textuais orais e escritos. O mais importante é fazer com que os alunos sejam capazes de compreender a intencionalidade, o contexto discursivo, os efeitos de sentido presentes nos mais variados textos, apresentando-os uma nova compreensão da língua, do seu funcionamento e uso.
Na prática em sala de aula, cabe ao professor garantir a apropriação pelos alunos das práticas comunicativas presentes na sociedade, a partir de um trabalho progressivo e aprofundado com os gêneros textuais orais e escritos. O mais importante é fazer com que os alunos sejam capazes de compreender a intencionalidade, o contexto discursivo, os efeitos de sentido presentes nos mais variados textos, apresentando-os uma nova compreensão da língua, do seu funcionamento e uso.
Multimodalidade na
prática
Sempre que possível, é importante que o aluno
leia o texto onde ele foi veiculado, para que possam ser replicados, em sala de
aula, os modos de ler próprios desses meios.
Na Base, a orientação para o trabalho com textos que expressem a diversidade
aparece de forma estruturada. Para
materializar a teoria em ações práticas, em sala, uma orientação é selecionar
textos, nos diversos anos do Ensino Fundamental, que deem conta de abarcar essa
diversidade, escolhendo entre autores clássicos e contemporâneos, regionais, nacionais
e estrangeiros, incluindo os de origem africana, indígena etc.
Escuta ativa
Favorecer a escuta ativa é algo que aparece como um direcionamento claro na BNCC. A proposta é oralizar o texto escrito, com a leitura em voz de alta de um texto, por um leitor mais experiente.
Favorecer a escuta ativa é algo que aparece como um direcionamento claro na BNCC. A proposta é oralizar o texto escrito, com a leitura em voz de alta de um texto, por um leitor mais experiente.
O que não pode ficar de fora.
As práticas de
leitura, produção de textos orais e escritos, oralidade e análise linguística/
semiótica devem ser consideradas para que os conteúdos propostos e as
habilidades sejam contemplados.
Fontes: Cristiane Mori, professora do
Instituto Singularidades, Egon de Oliveira Rangel, professor do Departamento de
Linguística da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Luciana Falciano
Oruz, analista pedagógica do Serviço Social da Indústria (SESI-SP), Maria José
Nóbrega, professora do curso de Especialização em Formação de Escritores do
Instituto Superior de Educação Vera Cruz e Marianka Santa Barbara, formadora de
professores na Comunidade Educativa CEDAC.

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